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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A trintona mais vista na internet.


E a "carinha" ficou trintona!!




Em setembro de 1982, o cientista Scott Fahlman, então com 34 anos,
acordou tarde. Como de costume, a primeira coisa que fez foi se
debruçar sobre o computador.

Exatamente às 11h44 do dia 19, disparou um e-mail para o fórum
on-line do qual fazia parte na Universidade Carnegie Mellon.

Nascia ali o primeiro emoticon da rede.

Seu objetivo ao criar "acidentalmente" o primeiro emotion era de evitar
mal-entedidos nas mensagens eletrônicas.

Assim quando uma mensagem contivesse um :-) seria uma piada, 
mas caso fosse um :-(  trataria de assunto sério.

Foto de GeneJPuskar/AP

Depois de tantos anos, o pai da carinha mais usada e conhecida
na internet declara que não ganhou nemum centavo com sua invenção.

Saiba mais lendo a entrevista dada à Folha:

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ctrl + Alt + Del


No geral, o Ctrl + Alt + Del me deu mais que os comuns 15 minutos de fama. 
Foram apenas 10 minutos de programação de uma carreira de 30 anos.
David Bradley, o criador do atalho Ctrl + Alt + Del 


''Pai'' do Ctrl + Alt + Del revela ter criado atalho em dez minutos e diz só usar Windows 
GUILHERME TAGIAROLI - Do UOL TECNOLOGIA 


O engenheiro David Bradley criou a combinação Ctrl + Alt + Del para facilitar reinício do PC.


Além dos grandes medalhões da tecnologia como Bill Gates (Microsoft), Steve Jobs (Apple) ou Linus Torvalds (um dos criadores do sistema Linux), a história da computação pessoal tem vários personagens que não ganharam tanta notoriedade, mas que são importantíssimos -- muitos deles com invenções utilizadas no cotidiano de todo usuário de computador.

Um desses grandes coadjuvantes da tecnologia é o engenheiro de software David Bradley, 62. Ele, que é autor de patentes de vários recursos de computadores, também inventou no início dos anos 80 uma das combinações que quase todo usuário já usou uma vez na vida: Ctrl + Alt + Del, responsável pela reinicialização do computador. Atualmente aposentado, Bradley integrou a equipe da criação do primeiro computador pessoal da IBM e que, apesar de ter criado o atalho utilizado na maioria das vezes quando o PC trava, confessou que é “daqueles que não hesitaria em ligar para o suporte se tivesse um problema difícil de ser solucionado em seu computador”.

Confira, abaixo, trechos da entrevista concedida por e-mail ao UOL Tecnologia em que Bradley conta a origem do Ctrl + Alt + Del e a razão pela qual essas teclas foram escolhidas para o atalho:


UOL Tecnologia - Qual foi o processo para a criação do atalho Ctrl + Alt + Del para reiniciar o computador? Que tipo de problema ele resolvia?

David Bradley - Tudo começou com o IBM PC [primeiro computador pessoal feito pela empresa]. Vários novos programas estavam sendo lançados e testados para a plataforma e, como acontece frequentemente, a maioria deles travava o computador.

Uma solução simples para o problema seria utilizar o botão reset. Mas a forma como o PC era feito tornava difícil colocar um [botão reset] e sempre havia o problema de acioná-lo sem querer. Então, nós decidimos utilizar o teclado.

UOL Tecnologia - Por que as teclas Ctrl, Alt e Del foram escolhidas?

David Bradley - Nós escolhemos algumas teclas que seriam difíceis de serem acionadas por acidente. Se você observar o teclado de 83 teclas [figura abaixo] dos primeiros PCs, você vai notar que as teclas Ctrl e Alt ficam no lado esquerdo do teclado e Del, à direita, longe das primeiras – fato que torna difícil a tarefa de acioná-las por acidente.

Eu ainda poderia ter escolhido Enter em vez de Del, mas Enter é uma tecla grande, mais propensa a ser acionada sem querer. Além disso, Del é uma tecla, de certa forma, associada a ações drásticas no computador.

A combinação de teclas foi uma solução simples ao problema. Ela não é completa, pois há programas que impedem interrupções e não conseguem reiniciar o PC. No entanto, funciona bem na maioria dos casos.



Inicialmente, os teclados utilizados nos PCs da IBM eram como este acima: as teclas Ctrl e Alt ficavam no lado esquerdo do teclado; já a Del ficava junto com os números no lado direito.


UOL Tecnologia - Qual foi o primeiro computador a ter esta função habilitada?

Bradley - O IBM PC foi o primeiro que eu usei o C-A-D [como ele chama a combinação Ctrl + Alt + Del]. Segundo a Wikipedia, alguém utilizou o mesmo atalho para computadores Sphere [um dos primeiros computadores pessoais, desenvolvido pela empresa de mesmo nome], mas eu nem sabia da existência dele até ver uma propaganda na revista “Byte” – foi o mais próximo que eu cheguei desse computador. Mesmo assim, eu nunca tinha ouvido falar da combinação de teclas até então.

Eu desenvolvi o atalho para o IBM PC e fiz algo parecido em um sistema de depuração de erros – de qualquer jeito, o caso mais famoso é o do computador da IBM.

UOL Tecnologia - Você usa o Microsoft Windows no seu computador pessoal? Qual sua opinião sobre o sistema? Pergunto, pois em uma entrevista você comentou que o Bill Gates tornou o Ctrl + Alt + Del famoso.

Bradley -  Uso, inclusive eu estou escrevendo estas respostas para você de um computador com Windows Vista. Eu me lembro de quando os comandos começaram a ser utilizados em uma interface gráfica: o Windows foi um grande passo para isso. O Windows tem problemas -- muito menores que os da década de 90 –, porém eu nunca usei outro sistema operacional em minha vida.

Na entrevista de 2001 [comemoração da criação do 1º PC da IBM], eu disse que o Bill [Gates] foi o responsável por fazer o comando famoso em função da tela azul de erro [que tornava obrigatório o reinício do computador] – muito comum na década de 90 e no Windows 98.



Na imagem, o IBM PC, um dos primeiros PCs comercializados em escala, e uma impressora.


UOL Tecnologia - Você utiliza muitas vezes o atalho que você criou?

Bradley - Sim, sobretudo para ver o Gerenciador de Tarefas do Windows, que mostra informações do uso da CPU e de programas que, eventualmente, estão travados. Em média, uso ao menos uma vez ao dia o programa. Na década de 80, usava mais.

UOL Tecnologia - Você se considera um herói das pessoas que trabalham em suporte para computador [muitos problemas só são resolvidos reiniciando o computador]?

Bradley - Não. Eu sou daqueles que não hesitaria em ligar para o suporte se tivesse um problema difícil de ser solucionado em seu computador. Embora eu ache que o C-A-D ajude a resolver alguns problemas dos profissionais de suporte.

UOL Tecnologia - Você é mais conhecido pela invenção do “C-A-D”, mas tem várias patentes registradas. Poderia dar mais detalhes sobre elas?

Bradley - Na verdade, eu tenho mais de sete patentes. Acho que após eu ter me aposentado foram registradas mais duas. As mais importantes dizem respeito a um método para rolagem de apenas uma parte da tela e uma outra patente sobre a leitura de caracteres em uma tela de modo gráfico. Essas patentes fazem a IBM ganhar muito dinheiro e eles dividem parte dos direitos comigo.

Em minha opinião, porém, a minha maior contribuição à propriedade intelectual da IBM foi a BIOS (sistema básico de entrada e saída) do IBM PC. Eu fui o principal autor do módulo de 8 KB. Na época, a patente foi importante para evitar cópias.

UOL Tecnologia - Apesar dessas outras patentes, como se sente por ser lembrado, na maioria das vezes, apenas como o inventor do C-A-D?

Bradley - Acho divertido. O C-A-D é algo interessante, pois é onipresente, mas que na verdade não é tão importante. A maioria das pessoas não pensa que alguém criou o C-A-D, parece que o atalho sempre esteve lá.

No geral, o C-A-D me deu mais que os comuns 15 minutos de fama. Foram apenas 10 minutos de programação de uma carreira de 30 anos.

UOL Tecnologia -  Atualmente, o que você faz? Ainda trabalha na IBM?

Bradley - Eu me aposentei da IBM em janeiro de 2004 e, atualmente, não tenho um trabalho em tempo integral. Hoje em dia, dou aulas como professor adjunto na Universidade da Carolina do Norte, no departamento de engenharia elétrica e computação.




fonte:

:-)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

História de Natal na era digital.



Hohoho!!!




Feliz Natal!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Idade fora de forma...


Haroldo tirou o papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à balconista:
– Moça, vocês tem pen drive?
– Temos, sim.
– O que é pen drive? Pode me esclarecer?  Meu filho me pediu para comprar um.
– Bom, pen drive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no
computador.
– Ah, como um disquete...
– Não. No pen drive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. O
disquete, que nem existe mais, só salva texto.
– Ah, tá. bom, vou querer.
– Quantos gigas?
– Hein?
– De quantos gigas o senhor quer o seu pen drive?
– O que é gigas?
– É o tamanho do pen.
– Ah, tá, eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso, sem fazer
muito volume.
– Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que
ele pode arquivar.
- Ah, tá. E quantos tamanhos tem?
– Dois, quatro, oito e até dez gigas.
– hummmm, meu filho não falou quantos gigas queria.
– Neste caso, o melhor é levar o maior.
– Sim, eu acho que sim. Quanto custa?
– Bem, o de dez gigas é o mais caro. A sua entrada é USB?
– Como?
– É que para acoplar o pen no computador, tem que ter uma entrada compatível.
– USB não é a potência do ar condicionado?
– Não, aquilo é BTU.
– Ah é, isso mesmo. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB.
– USB é assim ó, com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do
computador. O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem
que enfiar o pino no buraco redondo.
– Hmmmm..., enfiar o pino no buraquinho, né?
– Hehehe. O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for
velho é P2.
– Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra do disquete? Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso. O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandões e quadrados. Era bem mais simples, não acha?
– Os de hoje nem tem mais entrada para disquete. Ou é CD ou pen drive.
– Que coisa! Bem, não sei o que fazer.. Acho melhor perguntar ao meu filho.
– Quem sabe o senhor liga para ele?
– Bem que eu gostaria, mas meu celular é novo, tem tanta coisa nele que
ainda não aprendi a discar.
– Deixa eu ver. Poxa, um Smarthphone, este é bom mesmo, tem Bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, filmadora, radio AM/FM, dá pra mandar e receber e-mail, torpedo direcional, microondas e conexão wireless.
– Microondas? Dá para cozinhar nele?
– Não senhor, assim o senhor me faz rir, é que ele funciona no sub-padrão,
por isso é muito mais rápido.
– E Bluetooth?, estou emocionado. Não entendo como os celulares anteriores
não possuíam Bluetooth.
– O senhor sabe para que serve?
– É claro que não.
– É para comunicar um celular com outro, sem fio.
– Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os celulares já não se
comunicam com os outros sem usar fio? Nunca precisei fio para ligar para
outro celular. Fio em celular, que eu saiba, é apenas para carregar a
bateria...
– Não, já vi que o senhor não entende nada, mesmo. Com o Bluetooth o
senhor passa os dados do seu celular para outro, sem usar fio. Lista de
telefones, por exemplo.
– Ah, e antes precisava fio?
– Não, tinha que trocar o chip.
– Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa mais chip...
– Precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor.
– Legal esse negócio do chip. O meu celular tem chip?
– Momentinho... Deixa eu ver... Sim, tem chip.
– E faço o quê, com o chip?
– Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe.
– Sei, sim, portabilidade, não é?, claro que sei. Não ia saber uma coisa
dessas, tão simples? Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu
celular, depois de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns
duzentos botões...
– Nãão, é tudo muito simples, o senhor logo apreende. Quer ligar para o
seu filho? Anote aqui o número dele. Isto. Agora é só teclar, um
momentinho, e apertar no botão verde... pronto, está chamando.
Haroldo segura o celular com a ponta dos dedos, temendo ser levado pelos
ares, para um outro planeta:
– Oi filhão, é o papai. Sim. Me diz, filho, o seu pen drive é de
quantos.... Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Quatro gigas
está bom? Ótimo.. E tem outra coisa, o que era mesmo? Isso, nossa conexão
é USB? É? Que loucura. Então tá, filho, papai está comprando o teu pen
drive. De noite eu levo para casa.
– Que idade tem seu filho?
– Vai fazer dez em março.
– Que gracinha...
– É isto moça, vou levar um de quatro gigas, com conexão USB.
– Certo, senhor. Quer para presente?
 
Mais tarde, no escritório, examinou o pen drive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes? Onde iremos parar? Olha, com receio, para o celular sobre a mesa.
Máquina infernal, pensa.
Tudo o que ele quer é um telefone, para discar e receber chamadas. E tem, nas mãos, um equipamento sofistificado, tão complexo que ninguém que não seja especialista ou tenha mais de quarenta, saberá compreender.
Em casa, ele entrega o pen drive ao filho e pede para ver como funciona.
O garoto insere o aparelho e na tela abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet, em inglês. Seleciona umas palavras e um roque infernal invade o quarto e os ouvidos de Haroldo.

Um outro clique e, quando a música termina, o garoto diz:
– Pronto, pai, baixei a música. Agora eu levo o pen drive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB eu posso ouvir a música. No meu celular, por exemplo.
– Teu celular tem entrada USB?
– É lógico. O teu também tem.
– É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pen drive e ouvir pelo
celular?
– Se o senhor não quiser baixar direto da internet...
 
Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse:
– Sabe que eu tenho Bluetooth?
– Como é que é?
– Bluetooth. Não vai me dizer que não sabe o que é?
– Não enche, Haroldo, deixa eu dormir.
– Meu bem, lembra como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, toca-discos tocava discos e a gente só tinha que apertar um botão, para as coisas funcionarem?
– Claro que lembro, Haroldo. Hoje é bem melhor, né? Várias coisas numa só,
até Bluetooth você tem.
– E conexão USB também.
– Que ótimo, Haroldo, meus parabéns.
– Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, que nunca vou usar.
– Ué? Por que?
– Porque eu recém tinha aprendido a usar computador e celular e, tudo o
que sei já está superado.
– Falar nisso temos que trocar nossa televisão.
– Ué? A nossa estragou?
– Não. Mas a nossa não tem HD, tecla SAP, sloamotion e reset.
– Tudo isso?
– Tudo. Boa noite, Haroldo, agora vai dormir e não me enche mais o saco.
 
Quando estava quase pegando no sono, o filho entra no quarto e diz:
 – Pai, me compra um Playstation vinte e sete?

Paulo Wainberg

domingo, 14 de novembro de 2010

Apple facts.

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